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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Feliz aniversário, Chapéu de Palha!

  Quando pensamos em uma obra oriental com mega sucesso no ocidente o que nos vem na cabeça geralmente é Naruto, Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, mas algo 'de errado não está certo'. Onde está One Piece?
 
  A obra escrita por Eiichiro Oda já está há 20 anos sendo publicada na revista Weekly Shonen Jump, a de maior sucesso no Japão e responsável por publicar sucessos como Naruto e Bleach. One Piece nos apresentou em 1994 a história de Mokey D. Luffy, um jovem aventureiro que deseja se tornar o Rei dos Piratas e encontrar o tesouro deixado por Gol D. Roger, e que dá nome para a obra, o One Piece.

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  No decorrer da história, personagens são acrescentados à tripulação pirata de Luffy e esta vai ficando cada vez mais errr..."curiosa". O chapéu de palha (alcunha pela qual é conhecida o personagem principal) começa a convidar todo o tipo de "gente" pra sua tripulação e isso faz com que a obra ganhe dois aspectos determinantes em seu sucesso: o humor e a criatividade. Além disso o bando terá que enfrentar inimigos poderosos como o Governo Mundial (uma instituição que comanda os mares de todo o mundo) e a própria Marinha (aliada do Governo Mundial e órgão que certifica de que a pirataria seja banida do mundo).

  Atualmente a obra passa dos 80 volumes no Japão e o autor/mangaká (desenhista) já disse que ela ainda irá durar mais um boooom tempo. Queremos que essa amada e idolatrada história dessa tripulação permaneça por muuuuuito tempo sendo publicada, pois, apesar de seu final ser bastante esperado, One Piece é uma leitura tão engraçada e gostosa que se for declarada como uma obra sem fim, nós, fãs, iremos amar ainda mais.

  A identidade do fã com a obra também é explicada pelo fato de que, sem sombra de dúvidas, todos possuem um conhecido que se encaixa nas características de algum personagem principal, o que torna todo este universo literário muito mais próximo de seu público. Todos possuem um amigo tão perdido quanto o Zoro (o espadachim); ganancioso quanto a Nami (a navegadora); mentiroso quanto o Usopp (o atirador); fofo quanto o Chopper (o médico); escandaloso quanto o ciborgue Franky (o carpinteiro); pervertido quanto o esqueleto Brook (o músico); mulherengo quanto o Sanji (o cozinheiro); inteligente quanto a Robin (a arqueóloga) e engraçado quanto o Luffy (o capitão).

Enfim, que venham mais looooongos anos dessa maravilhosa história. Feliz aniversário, ONE PIECE!!! Feliz aniversário, Chapéu de Palha!

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                                                          Como não amar esse bando? <3 

------Para interessados na obra, One Piece está atualmente sendo publicado no Brasil pela Panini Comics, através do selo Planet Mangá. A publicação está em sua 68ª edição, é mensal e custa R$13,50. Também há uma coleção de miniaturas sendo lançada aqui pela Editora Salvat. Cada personagem custa R$44,90 e são enviados para as bancas em uma periodicidade quinzenal. ------

domingo, 9 de julho de 2017

Arakawa Under The Bridge: uma comédia feita pra refletir

  Sabe aqueles dias em que você está cansado(a) de olhar para o teto e não ter nada pra fazer?! Pois é, pensando nisso nós do EP pensamos em recomendar algumas leituras que fazem o tempo passar, relaxam, fazem rir e ainda por cima nos ensinam muitas lições de vida. Para começarmos, iremos apresentar esta que é uma das melhores obras de comédia que já li na vida e um dos mangás mais profundos em publicação no Brasil: Arakawa Under The Bridge.

  Essa curiosa história se inicia quando Kou Ichinomiya, um jovem empresário e filho de uma rica família, perde suas calças em uma ponte por conta da travessura de algumas crianças que passavam pelo local. O começo já é, no mínimo, curioso, mas ajeite-se aí porque tudo aqui pode "piorar"…

  Ao tentar subir em um ferro de uma ponte para pegar sua calça que fora amarrada na janela de um prédio, Kou acaba por cair dentro de um rio e é salvo de um afogamento por Nino, uma menina… “peculiar”.
  
  A história poderia dramatizar tudo e contar como Kou e Nino começaram um romance e...é exatamente isso o que ela faz, mas de um jeito completamente diferente e longe do clichê costumeiro. O que acontece é que o jovem empresário tem uma regra na sua família, a de que em nenhuma circunstância ele pode ficar devendo um favor a alguém. E é seguindo essa regra que ele oferece uma casa para a menina, que dizia morar sob a ponte.

  Nino ensina que nem tudo no mundo é dinheiro e no lugar do bem material oferecido por Kou ela pede por outra coisa: que ele a ensine o que é o amor, mas para isso ele deveria morar com ela debaixo da ponte, junto de outros moradores do local. Sem poder quebrar a promessa que já durava gerações na sua família, Kou aceita.
  
  E é nesse ponto que a história começa a ficar completamente esquisita e nonsense. Entre os moradores da ponte se encontram: um prefeito que vive fantasiado de kappa e tenta fazer todos acreditarem que ele de fato é esta criatura folclórica; um homem fascinado por guerras que vive fantasiado de freira; um rapaz que usa uma máscara de estrela e vive se gabando por ter sido um astro da música; uma jovem que se veste como fazendeira e tem como passatempo insultar os moradores do local...Enfim, ao longo da história aparecerá um vasto leque de personagens, todos sempre com uma característica marcante e também curiosa para aquele local. 

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  Arakawa nos mostra que, longe dos problemas comuns do dia a dia e das preocupações com o dinheiro, fama e poder, existe uma vida e nela podemos ser quem quisermos ser. É interessante notar como a personalidade de um personagem que não era do núcleo dos acontecimentos de Arakawa, e passa a ser, vai se perdendo e se distanciando do que a sociedade considera como “normal”.

  Há momentos em que nos sentimos como um morador daquele local ou mesmo no lugar de Kou, que ganha um novo nome e passa a se chamar Ric, se adaptando a esta nova vida distante do luxo e dos incômodos da cidade grande. 

  E pra quem chegou até o fim desse post achando que a única peculiaridade da personagem Nino era morar sob uma ponte, se engana. A menina também acha que veio do planeta Vênus e ainda sofre com problemas de sonambulismo, fato que rende muitas risadas em toda a história e um mistério pra saber de onde é, de fato, a garota.

  Arakawa Under The Bridge é uma história leve, engraçadíssima, crítica e, apesar do nonsense, beeem profunda.

  Aqui no Brasil a história é publicada pela Panini Comics através do selo Planet Mangá. Se encontra no volume 7 e tem lançamento bimestral ao preço de R$ 13,90. Lá no Japão a história já foi concluída com 15 volumes, então sem desculpas pra ler essa maravilha!


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A capa brasileira do mangá

sábado, 3 de junho de 2017

Todos os textos do Expresso Pangeia

Segue, em ordem alfabética, todos os textos já publicados no Expresso

A homofobia na cabeça dos adolescentes
Marcela Werneck

Bandas que gostaríamos de ver no RiR: Black Veil Brides
Sancler Martins


Inglaterra triunfa! Feliz aniversário, Alan Moore!
Sancler Martins

Não é absurdo ser um cristão com ideais anarquistas
Sancler Martins


O que está causando muitos casos de depressão e síndrome de Peter Pan e como evitar
P. Siggia

Precisamos falar sobre os modinhas
Lucas Gonçalves

Sobre cotas
Ana Beatriz

Sonhar mais alto do que se pode crer
Aura Carolina Cervantes

O que está causando muitos casos de depressão e síndrome de Peter Pan e como evitar

P. Siggia

Segundo a OMS (apud G1, 2017), o número de casos de depressão cresce à cada ano, além de que a depressão e ansiedade são doenças cada vez mais comuns em países com menores condições financeiras.

Consequência esta, provocada pela superestimação dada às crianças pelos pais e familiares, fazendo assim com que cresçam achando que poderão ser e ter tudo aquilo que desejarem; algo impossível até para a pessoa mais rica e mais poderosa da face da Terra.

Somado à isso tem-se que, durante toda a infância (e também na vida adulta), assiste-se e lê-se histórias, nas quais, da maneira mais inusitada tudo se resolve e se acerta, tudo acontece de forma positiva e como um passe de mágica os problemas se resolvem, muitas vezes de um modo totalmente irreal para o universo desta história.

Isso faz com que as pessoas cresçam achando que tudo se resolverá, tudo dará certo e terá uma vida perfeita. Isso não existe. O choque dado pela realidade, muitas vezes na entrada da fase adulta, leva as pessoas à depressão.

Mesmo que sua vida seja boa, que você tenha várias coisas que deseja, sejam estas materiais, sentimentais, etc, sempre se buscará mais, se buscará a perfeição, pois cresce-se acreditando que isso é possível.

É preciso pôr um fim à esta fuga da realidade, tanto durante a infância como na adolescência, esta não é sadia. Está levando várias pessoas à distúrbios emocionais, como a depressão e a ansiedade.

Esse fato pode, também, ser ressaltado pela incidência cada vez maior, durante a fase adulta, da síndrome de Peter Pan, que “se caracteriza, portanto, pela imaturidade em certos aspectos (psicológicos, sociais, problemas sexuais), além de apresentar comportamentos narcisistas, de dependência, irresponsabilidade, rebeldia, etc” (A MENTE, 2015).

Pessoas que sofrem dessa síndrome não querem crescer, querem viver em um mundo perfeito, ilusório e fictício, que existe apenas na sua cabeça, insistindo em acreditar que diversas ideias mirabolantes e soluções perfeitas para tudo serão possíveis. Não são, mas se recusam a aceitar isso.

O pior disso tudo é que cria-se, involuntariamente, crianças e adolescentes com tendência à sofrerem destes distúrbios, já que a alta expectativa incutidas nestes de que tudo que sonha-se se realizará, provoca a depressão quando o choque vem de que o mundo não é assim e, também, de forma, paralela, a síndrome de Peter Pan que leva à um quadro de “realidade alternativa”.

Pode-se e deve-se evitar estes quadros, apenas ao criar crianças e adolescentes de uma forma realista, para que estejam preparados para buscar aquilo que desejam de uma forma realista, dentro dos modelos da sociedade em que se encontram.

A mudança desse aspecto na formação das pessoas resultará em adultos motivados e dispostos a conquistar o que desejam, já sonhos possíveis podem ser realizados, com muita determinação; e a possibilidade de alcançá-los motiva as pessoas; os sonhos impossíveis não, levam à pessoas psicologicamente doentes. Estes últimos podem e devem ser evitados.

Referências

A MENTE é maravilhosa. A síndrome de Peter Pan e o complexo de Wendy. 2015. Disponível em: <https://amenteemaravilhosa.com.br/sindrome-de-peter-pan-e-o-complexo-de-wendy/>. Acesso em: 3 jun. 2017.

G1. Depressão cresce no mundo, segundo OMS; Brasil tem maior prevalência da América Latina. 2017. Disponível em: <https://www.google.com.br/amp/g1.globo.com/google/amp/g1.globo.com/bemestar/noticia/depressao-cresce-no-mundo-segundo-oms-brasil-tem-maior-prevalencia-da-america-latina.ghtml>. Acesso em: 3 jun. 2017.

A homofobia na cabeça dos adolescentes

Marcela Werneck

Um assunto bem polêmico de hoje em dia é a homofobia e é disso mesmo q vamos tratar hoje, mas de uma maneira diferente. "A homofobia na cabeça dos adolescentes", afinal, que tipo de seres poderiam ser melhor pra tratar desse assunto? Fizemos algumas perguntas para adolescentes homossexual e bissexual.

Entrevista com B, homossexual, 14 anos - Rio de Janeiro, zona norte

"Sou homossexual, minha família ainda não sabe e pretendo esperar um pouco porque sou muito nova e assim vai ser mais difícil para eles aceitarem"
- B, 14 anos

Marcela: Oq vc acha do preconceito com os homossexuais?
B: O preconceito para mim é algo ridículo, afinal no que muda eu gostar do mesmo sexo? Mas a sociedade age como se eu tivesse matando alguém. A homofobia é um assunto meio distinto, nunca mostra a verdadeira situação. A única coisa que tenho a dizer é que só tenho 14 anos mas já vi muito ódio no mundo e eu só não entendo o porque, se somos todos humanos.

Marcela: Vc já sofreu algum preconceito, se sim conte como foi?
B: Sim já sofri preconceito com alguns garotos que não aceitavam o fato de eu ser homossexual, acontece várias e várias vezes por dia com algumas perguntinhas idiotas mas que mesmo assim incomodam como "você provavelmente não conheceu um cara de verdade" "já tentou gostar?" "Isso é falta do que fazer" e chega a coisas piores como humilhações como por o pé na frente para cair, agressão física e verbal e até com as amigas que dizem não ter preconceito mas depois que vc se assume mudam totalmente o jeito de te tratar.

Marcela: Um recado para todos os homossexuais do Brasil:
B: Para todos os viadus e viadas do mundo amem mais e deem o fodase para a sociedade.

Marcela: Como foi pra vc se aceitar?
B: Pra falar verdade até hoje eu não me aceito por completo, é uma luta diária e cada vez eu sinto mais orgulho de quem eu sou e é o que importa.

Entrevista com M, bissexual, 14 anos - Rio de Janeiro, zona norte

“Quando meu melhor amigo sofreu preconceito por ser Gay, me revoltei e tive que argumentar sobre. Fui até o indivíduo que foi preconceituoso e perguntei se ele tinha algum problema com isso. Nós discutimos e no final, ele desistiu da ideia de bater no meu amigo”
- M, 14 anos

Marcela: Como a sua família reagiu ao descobrir q vc é homossexual?
M: Minha mãe é cristã, e quando ela soube que eu gostava tanto do sexo masculino quanto do feminino, ela se alterou comigo e até hoje não aceita o meu jeito de ser.

Marcela: Como vc acha q o homossexualismo é visto hj em dia?
M: O homossexualismo é visto por grande parte da sociedade como uma aberração, mas na minha opinião é uma forma de amar como qualquer outra.

Marcela: Vc tem outros amigos homossexuais?
M: Eu tenho amigos/amigas homossexuais e eu os amo muito.

Marcela: Vc já viu algum amigo sofrer preconceito? Como reagiu?
M: Quando meu melhor amigo sofreu preconceito por ser Gay, me revoltei e tive que argumentar sobre. Fui até o indivíduo que foi preconceituoso e perguntei se ele tinha algum problema com isso. Nós discutimos e no final, ele desistiu da ideia de bater no meu amigo.

Marcela: Um recado para os homossexuais do Brasil?
M: Seus lindos, vamos querer mostrar que nossos corações são coloridos e que nada vai mudar nosso jeito de ser. Se mostrem ao mundo, mostre que nossa maneira de amar é a mesma maneira de todos.

Marcela: Um recado para os homofóbicos do Brasil?
M: Quem precisa de uma cura, são vocês. #OrgulhoDeSerLGBT

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Essas foram as duas entrevistas realizadas. Se vc já sofreu preconceito envie seu depoimento para gente no e-mail expressopangeia@outlook.com

Marcela Werneck

Textos no blog:
- A homofobia na cabeça dos adolescentes

Ana Beatriz

Textos no blog:
Sobre cotas